ASAS: Símbolo da diligência, ou seja, a presteza, a solicitude, a dedicação e o cuidado ao exercer a
profissão.
ELMO: Peça de armadura antiga que protegia a cabeça. Significa a proteção aos pensamentos
baixos que leva a ações desonestas.
BASTÃO: Simboliza o poder de quem conhece a Ciência Contábil, que tem por objeto o patrimônio
de quaisquer entidades.
SERPENTES: Simbolizam a sabedoria, isto é, o quanto se deve estudar antes de agir, para escolher
o caminho correto e ao mesmo tempo mais vantajoso para o cliente. Símbolo dos mais antigos, cuja
imagem já se pode encontrar gravada na taça do rei Gudea de Lagash, 2.600 anos a.C., e sobre as
tábuas de pedra denominadas, na India, nagakals.
A lenda do caduceu relaciona-se ao caos primordial (duas serpentes lutam) e à sua polarização
(separação das serpentes por Hermes), sendo que o enrolamento final ao redor da vareta realiza o
equilíbrio das tendências contrárias em torno do eixo do mundo, o que leva por vezes a se dizer que o
caduceu é um símbolo de paz.
A serpente possui esse duplo aspecto simbólico: um deles, benéfico, o outro, maléfico, dos quais
possivelmente o caduceu apresenta o antagonismo e o equilíbrio; esse equilíbrio e essa polaridade
são, sobretudo, os das correntes cósmicas, representadas de maneira mais geral pela dupla espiral .
Todavia, o caduceu só adquire seu sentido completo na época grega, quando as asas passam a
encimar as duas serpentes: a partir desse momento, o símbolo torna-se uma síntese ctono-uraniana,
transcendendo suas origens, o que leva à evocação dos dragões alados chineses e da representação
do deus asteca Ouetzalcoatl, o qual, após seu sacrifício voluntário, renasce, através de uma ascensão
celeste, sob a forma da serpente emplumada.
Esse combate pode simbolizar a luta interior entre forças antagônicas, de ordem biológica ou de
ordem moral, que compromete a saúde ou a honestidade de um ser.
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